Sherlock. Millenium trilogy. Depeche Mode. Tears for Fears. Phil Collins. Strokes. Joy Division. Elton John. Coldplay. The Killers. Foals. Los Hermanos. Yann Tiersen. The Kooks. Snow Patrol. P!ATD. Radiohead. Tegan and Sara. and +.De você eu só tirei vontade… vontade de me livrar dessa situação e viver novamente no mundo lá fora, cair na felicidade de não sofrer assim.
Nós sabíamos de tantas coisas uma da outra e, como faz sentido aquela frase batida — tinha uma hora que parecia que ia dar certo. Mas não deu. Eu queria poder ter visto, notado, pelo menos percebido, o segundo em que tudo foi posto a perder, onde nada mais faria sentido, mesmo com meu esforço, tão sincero. Percebo só agora que pensar em você foi tudo o que eu fiz nesse tempo todo, mesmo quando eu pensava que tinha superado você.
Tenho vontade de entrar em coma toda vez que retrocedo aos nossos erros, vontade de tirar minha mente da tomada. Nunca pensei que eu fosse gostar tanto de passar por tudo isso, só pra no final dizer que poderia ter valido a pena, ou que poderiam ter sobrado lembranças mais reconfortantes.
… continua (ou não)
De você eu não vou tirar mais do que meros sorrisos… Quero que esse encanto seja todo nosso, mas ao mesmo tempo não se afogue, não se perca em nós. Porque, afinal de contas, a parte mais frágil e mais sutil é a mais valiosa.
Eu que assim tão só gosto de ser e ao mesmo tempo me incomodo, quando é que vou aprender a não pensar mais em nós?
Se eu não a encontrasse por aí, talvez as coisas seriam mais fáceis. Passei a ter medo de encontrá-la em qualquer lugar. Virar o rosto na rua e perceber que você ainda significa algo pra mim. Isso é difícil. Resgatar sentimentos que deveriam estar há muito tempo mortos. Sabe aquela aliança que eu deixei com você? Quero saber o que fez dela, se ainda não vendeu esse pedaço de metal. Será que isso um dia quis dizer alguma coisa entre nós?
E eu fico aqui no meu canto, só remoendo essas perguntas e deixando você por aí, tendo a incerteza das suas lembranças por mim. E nem parece que já faz dois anos.
Por quê? Por quêêê??
Será que dessa vez a batalha será contra mim mesma? A inimiga da vez será eu?
Respiro fundo e decido que vou me superar. E dessa vez vou mesmo.
Quais méritos têm os textos soltos, corridos, manuscritos e recém-lidos de um autor qualquer? Serão quais títulos as nobres premiações para tais singelas expressões?
Já não carregam urgência de serem sublimes; eles apenas coexistem com a essência de seus colegas maiores. Não há nessa mistura qualquer repulsão ou tentativa de falha imitação. São todos como corações ainda há pouco magoados, dissolvendo quaisquer outros motivos menores pelos quais poderia-se chorar.
Então desses motivos maiores, todos se elevam a uma mesma distante dimensão, mas a fins diferentes, pois eles, os textos essenciais, assim como nós, são pulsantes na tentativa de existir.
Tanta, tanta, mas tanta coisa aconteceu no decorrer do ano passado… Eu falo de certas lembranças como se fossem mais passadas mas, seja pela minha péssima memória ou seja pela minha pouca idade, tudo está caminhando muito devagar. Tão pouco tempo se passou, muitos acontecimentos pelos quais sorrir, pelos quais chorar.
No meio dessa reflexão eu vejo as pessoas mudarem, eu me afastando de algumas delas… simplesmente porque quero evitar uma nostalgia maior.
É estranho ver muitos acontecimentos, mas sentir agora, exatamente um ano depois das coisas que mais marcaram meu 2012, que nada mudou; pelo menos não no jeito como as sinto.
Desabafos… eu nem sei mais como fazê-los. Tudo está tão desconexo dentro de mim, não consigo achar a sintonia correta para me expressar direito. No entanto, eu sinto. Sinto e espero que nada seja igual. Não entrarei nem no mérito da lamentação “se eu tivesse agido diferente”. Provavelmente se tais coisas se repetirem hoje, eu agirei igual, oras. Continuo sendo a mesma pessoa.
O que concluo disso? Nada. Talvez eu deixei uma palavra vazia, uma frase derradeira que não conclua nada… Ou simplesmente deixe subentendida toda uma torrente de sentimentos em meras reticências…
Das coisas comuns que acontecem numa casa, acho que boa parte delas eu já sei como funciona. É estranho estar aliviada por saber dessas tarefas, mas eu devo isso a tudo o que aconteceu na minha vida ultimamente.
Lá na casa da minha mãe as condições financeiras eram realmente apertadas. Um descuido no orçamento e estava tudo acabado. A sorte era que ela, depois de muito precisar, economizou um pouco de dinheiro para necessidades futuras. Mas lá eu não sabia como as coisas funcionavam além das compras no mercado e das contas. Tudo o que eu precisava fazer era reclamar menos. Até o dia em que eu decidi por um fim nisso e noutras coisas mais.
Já falei bastante sobre como foi a minha mudança para a casa do meu pai, porém, nunca é demais falar sobre o que eu não sabia que havia aprendido com isso.
Há quase um ano e meio que eu venho aprendendo as coisas mais preciosas que se pode aprender com a minha idade. E não é porque eu sou mulher, é porque eu vou realmente precisar desses conhecimentos. Daqui um tempo eu posso estar morando sozinha, fazendo faculdade e quem sabe trabalhando. A parte de morar sozinha me assusta bem menos.
Meu pai me ensinou como uma casa funciona. Ele é o meu melhor professor, o mestre mais importante da minha vida. Desde a infância ele teve de enfrentar situações que criança nenhuma, (que tenha o mínimo de qualidade de vida) hoje em dia, precisa enfrentar. Assim, ele é uma pessoa que teve de aprender muito bem para depois poder me ensinar.
A minha relação pai e filha com ele é ótima. Brigamos por coisas casuais, mas nunca como era com a minha mãe, de maneira nenhuma. E talvez seja por causa disso que eu aprendi coisas muito mais práticas e úteis com ele do que com ela.
Hoje em dia eu sei me virar muito bem para uma garota de quase dezessete anos. Admito, muito pior do que algumas mais dedicadas e pacientes, mas muito melhor do que eu tenho visto por aí. A modéstia que espere eu terminar o texto… Oras, eu não preciso que ninguém faça para mim aquilo que eu gosto de comer, pois eu aprendi a gostar de fazer isso. Eu também tomei o hábito de limpar logo tudo o que sujo. De modo análogo acontece com as minhas roupas.
A modéstia esperou até aqui só para ver que, de todas essas pequenas coisas, eu concluo que o merecedor da honra é o meu pai. Não apenas um cinquentão com cabelos grisalhos, mas uma pessoa com muita experiência, cuja sabedoria está sendo passada para mim.
Destoa um pouco eu fazer esse texto no dia das mulheres? Sim, e isso não quer dizer que eu seja machista.
(eu deveria continuar escrevendo esse texto, mas o sono me venceu. Boa noite)
Hoje em dia as pessoas estão acomodadas com tudo. Não só com o conforto, com a tecnologia e a velocidade com que ficam sabendo das coisas. Acho que a maioria de nós, no fundo, tem a sensação de que todas as perguntas fundamentais (de tudo que você possa imaginar) já foram respondidas. É mais ou menos a mesma coisa que rever um filme que você está careca de saber o que vai acontecer. Nunca tudo foi tão fácil de se saber e ao mesmo tempo as pessoas acham que já têm o acesso suficiente a tudo. Talvez eu caia na armadilha de falar sobre alienação, mas não é isso que eu quero.
O fato é que as pessoas acham que sabem de tudo, e pensam: “como você não sabia disso? Já está tudo respondido e pronto, nem precisamos nos dar ao trabalho de pensar se as respostas estão certas ou não”. Ok, talvez não seja isso que as pessoas pensem, mas algo lá no fundo quer dizer isso para o mundo.
Para o alívio da humanidade, alguns seres humanos são muito questionadores e não aceitam tais respostas prontas. Eu estou escrevendo isso por causa da minha aula de filosofia, algum problema? (;P) Senso crítico ainda não caiu de moda desde que foi inventado. Vamos usar, gente. Ou como diria a URL de uma querida conhecida minha aqui no tumblr: VAMOS-PENSAR-UM-POUCO.
E eu vou quase dormir porque eu tou morrendo de sono. ço//
Quando eu me distancio um pouco da loucura lá de fora, paro um pouco no meu canto e penso na vida, quase me arrependo do que fiz. Nesse tempo todo… o que eu fiz, o que eu falei e o que eu deixei… pra você e pra um monte de gente. Mas daí eu repenso. Será que vale a pena eu ficar me preocupando com isso, será que tem alguém lá fora que pensa essas mesmas coisas e me inclui nessas mágoas? Deve haver, prefiro pensar que ainda há…
E pra ajudar eu ainda sou uma pessoa que se preocupa muito fácil. Com tudo. É aquela antiga ansiedade de sempre: me preparo para o perigo sem nem mesmo ter certeza do que vai acontecer.
Agora vêm as aulas… E estão aí. O povo do colégio não me preocupa mais. O negócio é com ela… aaah. A minha menina que nunca foi minha e também nunca será. Mas isso também não me preocupa muito. Talvez eu esteja preocupada à toa… O tempo vai fechando… as coisas nublam pra mim e eu fico assim. Fico tão reticente e desanimada. Aí quando vejo, eu perco o passo e me disperso. . . .. . . . . ..